domingo, 8 de julho de 2012

Alguns prefixos e sufixos do inglês

Afixos são conjuntos de letras que acrescentamos no início ou no fim das palavras. Por si só não são palavras, mas transmitem algum tipo de ideia.

Prefixos

Os prefixos são acrescentados no ínício de uma palavra existente a fim de criar uma nova palavra com um significado distinto. Por exemplo:


palavra
prefixo
nova palavra
happy
un-
unhappy
cultural
multi-
multicultural
market
super-
supermarket
space
cyber-
cyberspace

Sufixos

Os sufixos são acrescentados no fim de uma palavra existente. Por exemplo:
 
palavra
sufixo
nova palavra
child
-ish
childish
work
-er
worker
taste
-less
tasteless
idol
-ize/-ise
idolize/idolise

A adição de um sufixo frequentemente muda uma palavra de uma classe a outra. Na tabela acima, o substantivo idol (ídolo) torna-se o verbo idolize (idolatrar) e o substantivo child (criança) torna-se o adjetivo childish (infantil).

Alguns prefixos e sufixos são parte integrante de nossa linguagem diária, na qual as pessoas regularmente criam novas palavras para produtos, conceitos ou situações modernas. Por exemplo:

palavra
prefixo ou sufixo
nova palavra
security
bio-
biosecurity
clutter
de-
declutter
media
multi-
multimedia
e-mail
-er
e-mailer

E-mail é um exemplo de uma palavra que foi por si própria formada a partir de um novo prefixo (e-, que mantém a ideia de electronic). Este prefixo moderno vem formando um grande número de outras palavras relcionadas com o mundo da internet, incluindo e-book e-commerce. (Robson Gimenes)

Fonte:
Oxford Dictionary Online Project Team, Oxford University Press, 2012.

História ou estória?

Se há algo que apresenta uma grande confusão é a grafia das palavras "história" e "estória". Mas qual é a correta?

História ou estória: como se escreve?

Quem tem um pouco mais de idade aprendeu na escola que só havia a forma "história" para definirmos a "reunião e estudo dos conhecimentos documentados ou transmitidos pela tradição, a respeito do desenvolvimento da humanidade, de uma arte ou ciência, de um período, povo, região, ou indivíduo específicos" (Aulete). O vocábulo "estória" foi proposto para nomear uma narrativa de ficção (termo introduzido no português vindo pelo inglês story). Alguns especialistas pregam que há tal distinção, assim como o fez o grande Napoleão Mendes de Almeida, meu professor e autor de vários livros; outros, entretanto, dizem que como o novo VOLP - Vocabulário Ortográfico de Língua Portuguesa já menciona o termo "estória", coisa que não fazia no passado, não há mais motivo para tal distinção. Há mais um detalhe: em 1962, Guimarães Rosa lançou um livro de contos chamado Primeiras Estórias, alguns contestaram, outros não, afinal era Guimarães Rosa!

Conclusão: sou da opinião que ambos os termos concorrem com a mesma ideia. Atualmente podemos lançar mão de um pelo outro, mas ainda assim prefiro "história" universalmente. Confesso que uso em sala de aula o termo "estória" quando me refiro a um conto, até para suscitar a dúvida em nossos jovens (é uma estratégia para atiçá-los!). Se a dúvida ainda se mantiver em sua mente, opte por "história" que não haverá erro algum. (Robson Gimenes)

Fontes:
1. Aulete Digital - Dicionário Cotemporâneo da Língua Portuguesa.
2. Dicionário Escolar da Língua Portuguesa (ABL).
3. Dicionário Michaelis da Língua Portuguesa.
4.Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa.

"Magnificat"

Magnificat
por Fernando Pessoa
(Heterônimo: Álvaro de Campos)

Quando é que passará esta noite interna, o universo,
E eu, a minha alma, terei o meu dia?
Quando é que despertarei de estar acordado?
Não sei. O sol brilha alto,
Impossível de fitar.
As estrelas pestanejam frio,
Impossíveis de contar.
O coração pulsa alheio,
Impossível de escutar.
Quando é que passará este drama sem teatro,
Ou este teatro sem drama,
E recolherei a casa?
Onde? Como? Quando?
Gato que me fitas com olhos de vida, que tens lá no fundo?
É esse! É esse!
Esse mandará como Josué parar o sol e eu acordarei;
E então será dia.
Sorri, dormindo, minha alma!
Sorri, minha alma, será dia!


Fernando Pessoa (escritor português, 1888-1935)