sábado, 15 de fevereiro de 2014

Google: A empresa de um trilhão de reais


O ano de 2013 foi incrível para os acionistas do Google e o início de 2014 também está se mostrando promissor. A empresa, criada em 1998 como um mero site de buscas e só cresceu e diversificou as atividades desde então, já está valendo mais de US$ 400 bilhões, ou cerca de R$ 960 bilhões em conversão livre para a moeda nacional.

O valor em questão é referente à capitalização de mercado, que significa o número de ações em que a empresa está dividida multiplicado pelo valor de cada uma delas. Neste momento, o Google oferece mais de 330 milhões de ações, que são trocadas em média por quase US$ 1,2 mil. 

Vale lembrar que o valor de capitalização de mercado é muito diferente de "valor de marca", divulgado em tantos rankings. Neste caso, se trata de um estudo mais subjetivo sobre o alcance e reconhecimento da empresa, bem como a visão que o público tem sobre seus serviços.

Com a constante valorização de suas ações, o Google começa a pressionar a Apple para tentar roubar o posto de empresa de tecnologia mais valiosa do mundo. A capitalização de mercado da maçã chega a US$ 484 bilhões, superando a casa do trilhão de reais. Em moeda brasileira, a Apple vale R$ 1,15 trilhão.

A marca também distancia o Google de outra concorrente, a Microsoft. Por muito tempo as duas empresas ficaram praticamente juntas neste ranking, mas agora a empresa das buscas conseguiu abrir uma vantagem, deixando a criadora do Windows, com seus US$ 312 bilhões (R$ 744 bilhões), para trás.


Fonte: Redação Olhar Digital - 14/2/2014

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

As línguas indígenas no Brasil


Conforme o Censo 2010 do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), existem no Brasil 896,9 mil índios, que formam 305 etnias no nosso território, das quais a maior é a tikuna, com 46.045 indivíduos, ou seja, 6,8% da população indígena brasileira.

Nestas comunidades, existem cerca de 274 línguas indígenas faladas, sem contar as de índios isolados que, por estarem sem contato algum com a sociedade urbanizada, não puderam ainda ser conhecidas e estudadas. Estima-se que, na época do descobrimento do Brasil, havia cerca de 1.300 línguas indígenas diferentes. Aproximadamente mil delas se perderam por vários motivos, entre os quais a morte dos índios, em consequência de epidemias, extermínio, escravização, falta de condições para sobrevivência e aculturação forçada.

Existem dois grandes troncos de línguas indígenas no Brasil, o Tupi e o Macro-Jê, além de outras famílias linguísticas faladas: o karib, pano, maku, yanoama, mura, tukano, katukina, txapakura, nambikwara e guaikuru.

Algumas línguas indígenas se ramificam em diferentes dialetos, como por exemplo, os falados pelos krikatí, ramkokamekrá, pükobyê, apaniekrá (Maranhão), apinayé, krahó e gavião (Pará), todos pertencentes à língua timbira.

Entre os nove grupos de índios de Pernambuco, apenas os Fulni-ô ainda cultivam sua língua nativa, o yathê, como forma de comunicação, o que os ajuda a conservar sua identidade cultural. As outras comunidades – Atikum, Kambiwá, Kapinawá, Pankararu, Tuxá, Truká, Xucuru e Pipipã – falam o português.

O convívio permanente dos índios com a nossa sociedade faz com que eles acabem por perder sua língua original, passando a falar apenas o português. De algumas ainda restam vocábulos e informações esparsas, mas de outras não ficaram sequer resquícios, o que se significa uma grande perda cultural. Cada uma delas expressava toda uma forma de vida, os usos e costumes de um povo, uma cultura e uma forma única de expressar o seu mundo.

Fonte: Editora Peirópolis.